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ENDODONTIA

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Tratamento de canal em Brasília — diagnóstico, alívio da dor e preservação do dente natural

 

A Endodontia é a área da Odontologia que trata alterações da polpa dental — o tecido interno do dente, onde ficam nervos e vasos sanguíneos — e das regiões ao redor da raiz.

O tratamento endodôntico, conhecido como tratamento de canal, ainda é muito associado à dor. Na prática, quando bem indicado, ele existe para controlar a dor, tratar infecções e preservar o dente natural sempre que isso for possível.

Preservar o dente natural é sempre a primeira escolha quando há prognóstico real. Nenhum implante, por melhor que seja, reproduz completamente a biologia de um dente natural.

 

Quando o tratamento de canal pode ser necessário

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O canal pode ser indicado quando a polpa do dente está inflamada de forma irreversível, infectada ou necrosada.

Isso pode acontecer por diferentes causas:

- cárie profunda;
- trauma dental;
- fraturas;
- restaurações antigas ou infiltradas;
- trincas;
- lesões periapicais;
- desgaste dental severo;
- bruxismo e apertamento;
- biocorrosão por acidez ou refluxo;
- estímulos crônicos sobre o dente.

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Um ponto importante: nem todo dente que precisa de canal tem uma cárie grande ou uma restauração antiga.

Com o aumento dos quadros de bruxismo, apertamento dental, biocorrosão, refluxo e desgaste severo, temos visto dentes aparentemente íntegros — sem restauração ou com pouca intervenção prévia — evoluírem com alterações pulpares.

Isso acontece porque a polpa pode sofrer estímulos repetidos ao longo do tempo: força excessiva, microtrincas, perda de esmalte, exposição dentinária, acidez, sobrecarga mastigatória e inflamação crônica. Em alguns casos, o dente tenta se adaptar por um período, mas pode chegar a um ponto em que a vitalidade pulpar se perde.

Esse quadro faz parte do que avaliamos dentro da lógica da síndrome do envelhecimento precoce bucal: dentes desgastados, sensíveis, sobrecarregados, expostos a acidez e submetidos a estímulos crônicos podem perder vitalidade mesmo sem uma grande destruição visível.

Por isso, o diagnóstico precisa ser cuidadoso.

 

Sinais que merecem avaliação

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Alguns sinais podem indicar necessidade de avaliação endodôntica:

- dor espontânea;
- dor intensa ou persistente;
- sensibilidade ao frio ou calor que demora a passar;
- dor ao mastigar;
- dor ao tocar ou pressionar o dente;
- inchaço na gengiva;
- abscesso;
- fístula, que pode parecer um pequeno caroço na gengiva;
- escurecimento progressivo do dente;
- trauma dental;
- dente trincado;
- desgaste severo associado a dor ou sensibilidade;
- lesão observada em radiografia;
- tratamento de canal antigo com dor ou alteração.

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Em alguns casos, o dente não dói. A alteração pode ser silenciosa e aparecer apenas em exames de imagem.

 

Ausência de dor não significa ausência de problema.

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Diagnóstico antes de qualquer conduta

A avaliação endodôntica envolve exame clínico, análise dos sintomas, testes de sensibilidade, testes de percussão, radiografias e, quando indicado, tomografia.

Também é importante avaliar a estrutura do dente, a mordida, a presença de bruxismo, trincas, doença periodontal, restaurações antigas, infiltrações e o prognóstico restaurador.

A pergunta não é apenas: “esse dente precisa de canal?”

A pergunta correta é: “esse dente pode ser tratado, restaurado e mantido com segurança?”

Quando a resposta é sim, preservar o dente natural costuma ser a melhor escolha. Quando a estrutura está comprometida demais, insistir pode não ser a conduta mais segura.

 

Como o tratamento é conduzido

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O tratamento de canal remove o tecido pulpar inflamado ou infectado, limpa e desinfeta o sistema de canais radiculares e depois sela esse espaço com material adequado.

O número de sessões depende do diagnóstico. Dentes com polpa viva inflamada podem ser tratados em menos etapas. Dentes necrosados, infectados ou com lesões periapicais podem exigir mais tempo, medicação intracanal e acompanhamento.

Sempre que possível, buscamos preservar a estrutura dental e manter a vitalidade do dente. Mas quando a polpa já não tem condição de recuperação, o tratamento endodôntico passa a ser necessário para controlar dor, infecção e evitar a perda do dente.

 

Canal não termina no canal

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Depois do tratamento endodôntico, o dente precisa ser restaurado corretamente.

Um canal bem tratado, mas mal restaurado, pode sofrer recontaminação, infiltração, fratura ou falha estrutural.

Dependendo do caso, pode ser necessário restaurar com resina, overlay, coroa, núcleo ou outro tipo de reconstrução. A decisão depende da quantidade de estrutura remanescente, da posição do dente, da mordida e do risco de fratura.

Preservar o dente natural exige duas etapas: tratar bem o canal e reconstruir bem o dente.

 

Retratamento endodôntico

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Tratamentos de canal antigos também podem precisar de reavaliação.

Dor, lesão persistente, infiltração, restauração comprometida, canais não tratados ou reinfecção podem indicar necessidade de retratamento.

Nem todo canal antigo precisa ser refeito. Mas todo canal antigo com dor, lesão ou alteração radiográfica precisa ser avaliado.

Se você sente dor persistente, percebeu escurecimento em um dente, teve trauma, apresenta desgaste severo ou possui um canal antigo sem acompanhamento, vale fazer uma avaliação.

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Instituto Dra. Rivane Laudares – Odontologia e Saúde  
SHIS QI 13, Bloco E, Salas 23 e 24 — Lago Sul, Brasília  
WhatsApp: (61) 99909-0090  
Atendimento particular, sem convênio

RT - DRA. RIVANE LAUDARES

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