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CIRURGIA ORAL
Procedimentos cirúrgicos com planejamento, segurança e recuperação orientada em Brasília
A cirurgia oral envolve procedimentos realizados nos tecidos da boca, como dentes, gengiva, osso, mucosa e estruturas adjacentes.
É uma área que exige diagnóstico preciso, planejamento cuidadoso, técnica adequada e acompanhamento pós-operatório criterioso.
Uma cirurgia bem conduzida não começa no momento da anestesia. Começa antes: na avaliação do caso, na análise dos exames, na indicação correta e no preparo do paciente.
No Instituto Dra. Rivane Laudares – Odontologia e Saúde, os procedimentos cirúrgicos são realizados com anestesia local, em ambiente clínico adequado, com preparo pré-operatório individualizado e orientações detalhadas para o pós-operatório.
A decisão cirúrgica precisa ter critério
Nem todo dente comprometido precisa ser extraído.
Nem todo siso precisa ser removido.
Nem toda perda óssea exige enxerto imediato.
Nem toda lesão bucal precisa de biópsia, mas toda lesão persistente precisa ser avaliada.
A indicação cirúrgica deve considerar diagnóstico, prognóstico, saúde periodontal, condição sistêmica, exames de imagem, dor, infecção, função, estética e planejamento futuro.
Em muitos casos, o mais importante não é apenas realizar a cirurgia, mas definir o que precisa acontecer antes, durante e depois dela.
Principais procedimentos cirúrgicos
Extrações dentárias
A extração dentária é indicada quando o dente não apresenta prognóstico seguro para preservação.
Isso pode acontecer em casos de destruição extensa, fratura radicular, doença periodontal avançada, reabsorções, infecção sem possibilidade de controle, impactação ou dentro de um planejamento ortodôntico, periodontal ou reabilitador.
Antes da extração, avaliamos se existe possibilidade real de tratamento conservador. Quando a remoção é inevitável, o planejamento inclui o que será feito após a perda do dente.
Em muitos casos, é importante já considerar preservação alveolar, enxerto, implante, prótese ou outra forma de reabilitação futura.
Dentes do siso
A remoção dos terceiros molares, conhecidos como sisos, pode ser indicada em casos de dor, infecção recorrente, impactação, cárie de difícil acesso, risco ao dente vizinho, formação de cistos ou indicação ortodôntica.
Mas nem todo siso precisa ser extraído.
A decisão deve ser baseada em exame clínico, radiografia ou tomografia, posição do dente, idade do paciente, risco cirúrgico, sintomas e possibilidade de complicações futuras.
Preservação alveolar
Após a extração de um dente, o osso da região tende a sofrer remodelação e perda de volume.
Quando há possibilidade de implante ou reabilitação futura, a preservação alveolar pode ser indicada no momento da extração para ajudar a manter melhor o volume ósseo e melhorar as condições do tratamento posterior.
Essa etapa é especialmente importante quando a extração acontece em áreas estéticas ou em regiões onde o osso já está comprometido.
Enxertos ósseos
Quando há perda óssea significativa por extração antiga, doença periodontal, trauma, infecção ou reabsorção, pode ser necessário reconstruir o volume ósseo antes ou durante a instalação de implantes.
O enxerto ósseo não é indicado de forma automática. Ele depende da quantidade de osso disponível, da região, da anatomia local, do tipo de implante planejado, da estética esperada e da condição biológica do paciente.
Em alguns casos, reconstruir o tecido antes de instalar o implante é o que permite melhor posicionamento, melhor estabilidade, melhor estética e melhor higienização da futura prótese.
Cirurgias periodontais
Algumas situações gengivais e periodontais exigem abordagem cirúrgica.
Isso pode incluir recessões gengivais, aumento de coroa clínica, regularização de tecidos, acesso para tratamento periodontal, remoção de freios ou ajustes gengivais necessários para restaurações e reabilitações.
As cirurgias periodontais são planejadas após avaliação da saúde gengival, controle de inflamação, análise do osso, da gengiva, da higiene e da necessidade funcional ou estética do caso.
Avaliação de lesões bucais e encaminhamento para estomatologia
Lesões na boca que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, nódulos, feridas persistentes, áreas endurecidas, sangramentos sem causa aparente ou alterações de mucosa precisam ser avaliadas.
Lesões que permanecem por mais de duas semanas merecem atenção.
Nesses casos, realizamos a avaliação clínica inicial e, quando necessário, encaminhamos o paciente para um estomatologista de confiança, especialista no diagnóstico e acompanhamento das lesões bucais.
Quando há indicação de biópsia, o procedimento é conduzido pelo profissional especializado, com análise histopatológica para esclarecer a natureza da lesão e orientar a conduta adequada.
Pós-operatório e recuperação
O pós-operatório faz parte da cirurgia.
Cada paciente recebe orientações específicas sobre medicação, alimentação, higiene, repouso, compressas, cuidados locais e sinais de alerta.
O cumprimento dessas orientações influencia diretamente o conforto, a cicatrização e a redução de complicações.
Quando indicado, a laserterapia pode ser utilizada como recurso complementar para modular a resposta inflamatória, reduzir desconforto e auxiliar no processo de cicatrização.
O laser não substitui técnica cirúrgica, medicação ou cuidados pós-operatórios. Ele é um recurso complementar dentro de um protocolo bem indicado.
Fatores que influenciam a cicatrização
A recuperação cirúrgica não depende apenas do procedimento.
Fatores como tabagismo, diabetes, inflamação periodontal, baixa higiene oral, uso de medicamentos, baixa vitamina D, alimentação inadequada, sono ruim, estresse, alterações imunológicas e dificuldade de cicatrização podem interferir no resultado.
Por isso, em alguns casos, pode ser necessário avaliar o estado geral do paciente antes de procedimentos mais invasivos, especialmente em cirurgias com enxertos, implantes ou reconstruções.
Sinais que merecem avaliação cirúrgica
- dente com dor intensa, inchaço ou abscesso;
- dente sem prognóstico de preservação;
- fratura radicular;
- siso com dor, infecção ou impactação;
- dente incluso ou mal posicionado;
- lesão na mucosa que não cicatriza em duas semanas;
- mancha branca, vermelha ou ferida persistente na boca;
- nódulo, área endurecida ou sangramento sem causa aparente;
- planejamento de implante que exige enxerto ósseo;
- perda óssea importante;
- recessão gengival significativa;
- freio alterado que interfere na higiene, fala ou função;
- necessidade de aumento de coroa clínica antes de restauração;
- necessidade de reconstrução óssea ou gengival antes de reabilitação.
A cirurgia oral deve ser indicada com responsabilidade. O objetivo não é apenas remover, cortar ou reconstruir tecidos. É resolver o problema com segurança, preservar o que pode ser preservado e planejar o que vem depois.
Instituto Dra. Rivane Laudares – Odontologia e Saúde
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RT - DRA. RIVANE LAUDARES