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PERIODONTIA E SAÚDE GENGIVAL
Diagnóstico, tratamento e manutenção periodontal em Brasília
A Periodontia é a especialidade da Odontologia dedicada ao diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças que afetam as estruturas de suporte dos dentes: gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.
É uma área essencial para preservar dentes naturais, proteger implantes e compreender a boca como parte ativa da saúde geral.
No Instituto Dra. Rivane Laudares – Odontologia e Saúde, a avaliação periodontal não é tratada como um detalhe. Ela faz parte da leitura clínica de todo paciente, mesmo quando a queixa principal é estética, dor, desgaste dental, implante ou reabilitação oral.
A doença periodontal e o que ela representa
A doença periodontal geralmente começa de forma silenciosa. Nas fases iniciais, é comum que o paciente não sinta dor. Os primeiros sinais podem ser discretos: sangramento ao escovar, alteração no hálito, gosto ruim na boca, gengiva retraída, sensibilidade, dentes que parecem mais longos ou mobilidade dentária.
A gengivite é a forma inicial da doença. Nesse estágio, a inflamação está restrita à gengiva e ainda não há perda óssea. Quando diagnosticada e tratada corretamente, pode ser controlada e revertida.
A periodontite é uma condição mais avançada. Nela, a inflamação compromete o osso e as estruturas de suporte dos dentes. Sem tratamento, pode haver perda progressiva de inserção, mobilidade dentária e, em casos mais severos, perda dos dentes.
O tratamento é possível em diferentes estágios, mas os resultados dependem do diagnóstico correto, do controle da inflamação, da colaboração do paciente e da manutenção periódica.
Periodontia, inflamação e saúde sistêmica
A Periodontia é uma das áreas que mais claramente mostra a relação entre boca e organismo.
A inflamação periodontal crônica pode se relacionar com condições sistêmicas, especialmente em pacientes com diabetes, resistência insulínica, doenças cardiovasculares, alterações metabólicas, doenças respiratórias, gestação, alterações hormonais ou outros quadros inflamatórios crônicos.
Isso não significa que a doença periodontal seja a causa única dessas condições. Mas significa que uma boca inflamada pode contribuir para uma carga inflamatória maior no organismo e precisa ser considerada dentro de uma visão mais completa de saúde.
Por isso, tratar a doença periodontal não é apenas evitar perda dentária. É controlar inflamação, reduzir risco local, melhorar a estabilidade bucal e integrar a saúde periodontal ao cuidado global do paciente.
O eixo boca-intestino e a resposta inflamatória
Hoje sabemos que a saúde bucal e a saúde intestinal não devem ser vistas como sistemas isolados. A microbiota oral, a microbiota intestinal, a permeabilidade intestinal, a resposta imune e o estado inflamatório do organismo podem se influenciar mutuamente.
Em pacientes com inflamação gengival recorrente, sangramento persistente ou resposta periodontal desproporcional à quantidade de biofilme, é importante olhar além da escovação.
Sono, estresse, alimentação, glicemia, saúde intestinal, deficiências nutricionais, uso de medicamentos, baixa salivação e alterações hormonais podem interferir na resposta da gengiva e na capacidade do organismo de controlar a inflamação.
Essa é uma das bases da medicina periodontal: compreender que a gengiva pode expressar desequilíbrios locais e sistêmicos.
Vitamina D, metabolismo e saúde periodontal
A vitamina D tem papel importante na imunidade, no metabolismo ósseo e na regulação da resposta inflamatória. Níveis inadequados podem estar associados a maior susceptibilidade inflamatória, pior resposta imune e alterações na saúde óssea.
Na Periodontia, isso é especialmente relevante porque a doença periodontal envolve inflamação crônica, perda de inserção e comprometimento do osso que sustenta os dentes.
Quando indicado, exames laboratoriais podem ajudar a compreender melhor o contexto metabólico e inflamatório do paciente. Isso não substitui o tratamento periodontal, mas pode ampliar a precisão do cuidado, principalmente em casos recorrentes, avançados ou de difícil controle.
Hormônios, saliva e gengiva
Alterações hormonais também podem impactar a saúde bucal. Fases como gestação, climatério e menopausa podem alterar a resposta gengival, a qualidade da saliva, a hidratação da mucosa, a percepção de ardência, a tendência à boca seca e o risco de sensibilidade ou desconforto oral.
A redução do fluxo salivar ou a piora da qualidade da saliva favorece acúmulo de biofilme, mau hálito, cárie, sensibilidade, candidíase, inflamação gengival e desconforto na mucosa.
Por isso, em alguns pacientes, especialmente mulheres no climatério ou menopausa, a avaliação periodontal precisa considerar também sintomas como boca seca, ardência, alteração de paladar, retrações, sangramento gengival, sensibilidade e maior fragilidade dos tecidos.
Como avaliamos no Instituto
No Instituto Dra. Rivane Laudares – Odontologia e Saúde, a avaliação periodontal começa com exame clínico detalhado e análise dos fatores individuais de risco.
A avaliação pode incluir:
- sondagem periodontal;
- análise radiográfica;
- mapeamento de bolsas periodontais;
- avaliação de sangramento gengival;
- análise de recessões gengivais;
- avaliação de mobilidade dentária;
- análise de perda óssea;
- avaliação de biofilme e cálculo dental;
- histórico de saúde sistêmica;
- uso de medicamentos;
- tabagismo;
- qualidade da higiene oral;
- hábitos alimentares;
- bruxismo, apertamento e sobrecargas oclusais;
- boca seca ou alteração salivar;
- histórico de diabetes, resistência insulínica ou alterações metabólicas;
- queixas intestinais ou inflamatórias recorrentes;
- alterações hormonais;
- histórico familiar e recorrência da doença.
Essa leitura permite diferenciar casos simples de gengivite, quadros de periodontite ativa, sequelas periodontais antigas e situações que exigem acompanhamento mais rigoroso.
Como tratamos a doença periodontal
O tratamento periodontal é individualizado e depende da gravidade da doença, da presença de bolsas periodontais, da perda óssea, do padrão de sangramento, da resposta inflamatória do paciente e dos fatores sistêmicos envolvidos.
O plano pode incluir:
- raspagem e alisamento radicular;
- remoção de biofilme e cálculo dental;
- laserterapia como recurso complementar no controle da inflamação e da dor;
- orientação de higiene oral personalizada;
- indicação de escovas, fio dental, escovas interdentais ou recursos específicos para cada caso;
- controle de fatores de risco;
- solicitação de exames complementares, quando indicado;
- reavaliação periodontal;
- cirurgias periodontais quando necessárias;
- manutenção periodontal periódica.
A raspagem e o alisamento radicular continuam sendo a base do tratamento não cirúrgico da periodontite. Recursos complementares, como laserterapia, avaliação metabólica e abordagem integrativa, podem ser utilizados conforme indicação clínica, mas não substituem o controle mecânico do biofilme e a manutenção adequada.
Manutenção periodontal: a fase que sustenta o resultado
Um ponto essencial: o tratamento periodontal não termina quando a gengiva para de sangrar.
Pacientes que já tiveram periodontite permanecem com risco aumentado de recorrência. Por isso, precisam de acompanhamento regular, com intervalos definidos conforme o risco individual.
Em muitos casos, a manutenção é indicada a cada três ou quatro meses. Em outros, pode ser ajustada conforme estabilidade periodontal, higiene oral, sangramento, presença de bolsas, saúde sistêmica e histórico de evolução.
A manutenção periodontal é o que sustenta o resultado em longo prazo. Sem ela, a doença pode voltar a se manifestar de forma silenciosa.
Periodontia e implantes
A saúde periodontal é uma condição fundamental para o planejamento e a longevidade dos implantes dentários.
Pacientes com histórico de periodontite têm maior risco de desenvolver inflamações ao redor dos implantes, como mucosite peri-implantar e peri-implantite. Essas condições podem comprometer o osso ao redor do implante e, quando não controladas, colocar o tratamento em risco.
Por isso, antes de planejar implantes, é necessário avaliar e controlar a saúde periodontal. Depois da reabilitação, o acompanhamento continua sendo indispensável.
Implante não elimina a necessidade de manutenção. Pelo contrário: exige controle rigoroso de higiene, inflamação, mordida, prótese e tecidos ao redor.
Sinais que merecem avaliação periodontal
- gengiva que sangra ao escovar ou usar fio dental;
- mau hálito persistente;
- gosto ruim na boca;
- gengiva retraída;
- dentes que parecem mais longos;
- sensibilidade próxima à gengiva;
- mobilidade dentária;
- espaços que surgiram entre os dentes;
- presença de pus ou secreção na gengiva;
- perda óssea observada em radiografia;
- histórico de perda dentária por doença gengival;
- boca seca ou ardência bucal;
- sangramento gengival recorrente mesmo com boa higiene;
- implantes com sangramento, dor ou secreção;
- necessidade de implantes ou reabilitação oral.
Se você reconhece algum desses sinais, a avaliação periodontal é o primeiro passo.
Quanto mais cedo a doença periodontal é diagnosticada, maior a chance de controle, preservação dos dentes e estabilidade dos tratamentos.
Instituto Dra. Rivane Laudares – Odontologia e Saúde
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